domingo, 11 de maio de 2014

O Movimento HipHop!

A Cultura Hip Hop tem hoje os holofotes dos meios de comunicação e a simpatia do público e de artistas consagrados da música e das artes do Brasil. Esse “boom” iniciou-se no fim da primeira década dos anos 2000, quando referenciando um momento em que a música nacional aponta para um processo de democratização, onde os grupos independentes ganham espaço, tornando-se livre dos latifúndios de distribuição fonográfica, as grandes gravadoras.
Nas artes, movimentos inovadores e inusitados, condicionava a arte para além dos quadros e das galerias. O palco disso tudo?
- A Rua!

A arte das ruas tem uma relação simbiótica com o cotidiano das cidades e das pessoas; O tão discutido acesso à cultura resolve-se quando você tem os graffitis e as intervenções de rua sendo expostos no seu dia a dia, tornando públicos artistas que muitas vezes se mantém no anonimato, mas que são partes do seu caminho à escola, trabalho, casa!

O Rap então, ganha a admiração dos artistas da MPB e de outros estilos, por agregar à música a poesia, e melhor que isso, cantar a realidade das ruas! Nem sempre foi assim, mas em momentos de “Ai se eu te pego”, “Bará bará, berê berê”, as fortes letras que entoam na voz da chamada “Nova Escola” do Rap, se destacam !

Nomes como Emicida, Criolo, Projota, Rael da Rima, Marechal, Rapadura, encabeçam a lista dos artistas do gênero que têm ganhado horizontes, numa cultura antes tão excluída do cenário midiático. No Grafite, Os Gêmeos, Ninna, Nunk, são alguns dos nomes que levam a cultura feita aqui no Brasil mundo a fora!

Mas o preconceito ainda não acabou! Constantemente associada à cultura norte-americana, o Hip Hop enfrenta uma resistência para sobreviver nos grandes centros. Os trabalhos de Grafite dos Gêmeos, considerados os gêneos dessa arte no mundo e expostos em grandes salas de artes da Europa, foram apagados pela ação da prefeitura de São Paulo, os quais consideraram pichações. Esse tema vem sendo debatido no filme “Cidade Cinza”, de produção independente que crítica a falta de respeito com a arte de rua e o grafite.

Em Coração de Maria o HipHop vem surgindo e ganhando espaço em suas mais variadas vertentes. O grafite vem tomado as ruas da cidade, acompanhado das rimas improvisadas nos duelos da batalha da “oração”, que teve início em 2013 e já ganhou adeptos. Para 2014, uma nova proposta do evento de grafite está sendo trabalhada. O ‘’Bora Pintar Coração”, mesmo nome da Crew que vêm se consolidando nas paredes da cidade, a BPC. Coisas boas estão por vir ! 

Autor:




Fellipe Carvalho
Secretário Geral e idealizador do BPC.

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