sexta-feira, 9 de maio de 2014

A monótona juventude brasileira



O Brasil tem uma juventude desorganizada e, talvez, “inesperançosa” em relação à educação do país. A falta de uma organização reconhecida e respeitada pela maioria do corpo docente e discente, os pouquíssimos efetivos investimentos do governo na área de educação e a constante progressão do ensino privado são os principais fatores que contribuem para tais fatos.

As duas maiores organizações estudantis do Brasil, UNE (União Nacional dos Estudantes) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), por exemplo, não são totalmente reconhecidas e respeitadas pelos estudantes brasileiros.

Sofrem, também, críticas de grupos que alegam que as mencionadas entidades estudantis não permitem concorrência na sua área. Bilhões de reais são investidos na educação brasileira, atualmente. Dezenas de programas são feitos para ajudar a gastar esse dinheiro. Entretanto, a efetividade destes programas são questionáveis. 

Observa-se que, no país em análise, a eficácia do mesmo programa atinge níveis de diferenças exorbitantes em comparação a determinados colégios. Portanto, pode-se deduzir, de forma analítica, que os principais determinantes do sucesso de tais programas são os “gerenciadores da educação”, ou seja, os professores, diretores, secretários e outros.

Exponencialmente, a quantidade e da qualidade do ensino particular revelam dados preocupantes sobre a educação brasileira, tal como o fato pelos quais os melhores desempenhos nos exames públicos são mérito de propriedades privadas. Aliás, não só é observável em relação à educação, mas também na forma de pensar dos grupos que consomem estas particularidades não disponíveis à maioria dos habitantes do nosso país. 

Maioria esta que é composta por “milhões de jovens malnascidos cujo único dote é um ego dominante e predador, que o impele para a frente e para cima, impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu lhe sirva de freio”. 

Vale ressaltar que o crescimento da quantidade de propriedades de ensino particular influenciam na “inflação acadêmica”, ou seja, a alta demanda de graduados formados exige mais títulos para ocupar áreas que antes não se exigia. Dessa forma, podemos concluir que os problemas da educação brasileira depende de diversos fatores e não só aos meros fatapresentados e enfatizados pelas corporações midiáticas.

Analíticamente, induzimos que a realidade brasileira está longe dos belos sonhos utópicos de igualdade para todos e , ainda mais longe, dos sonhos de uma sociedade focada no bem-estar social. Se ainda existem sonhos de mudar o país, digo-lhes:  ou investisse massivamente na educação ou conformemo-nos com a triste progressão da realidade brasileira.



Autor:

 


Marcos Paulo Telles 
Sec. de Assuntos Estudantis

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