O Brasil tem uma juventude desorganizada e, talvez, “inesperançosa” em relação à educação do país. A falta de uma organização reconhecida e respeitada pela maioria do corpo docente e discente, os pouquíssimos efetivos investimentos do governo na área de educação e a constante progressão do ensino privado são os principais fatores que contribuem para tais fatos.
As duas
maiores organizações estudantis do Brasil, UNE (União Nacional dos Estudantes)
e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), por exemplo, não são
totalmente reconhecidas e respeitadas
pelos estudantes brasileiros.
Sofrem, também, críticas de grupos que alegam
que as mencionadas entidades estudantis não permitem concorrência na sua área. Bilhões de
reais são investidos na educação brasileira, atualmente. Dezenas de programas
são feitos para ajudar a gastar esse dinheiro. Entretanto, a efetividade destes
programas são questionáveis.
Observa-se que, no país em análise, a eficácia do
mesmo programa atinge níveis de diferenças exorbitantes em comparação a
determinados colégios. Portanto, pode-se deduzir, de forma analítica, que os
principais determinantes do sucesso de tais programas são os “gerenciadores da
educação”, ou seja, os professores, diretores, secretários e outros.
Exponencialmente,
a quantidade e da qualidade do ensino particular revelam dados preocupantes
sobre a educação brasileira, tal como o fato pelos quais os melhores
desempenhos nos exames públicos são mérito de propriedades privadas. Aliás, não
só é observável em relação à educação, mas também na forma de pensar dos grupos
que consomem estas particularidades não disponíveis à maioria dos habitantes do
nosso país.
Maioria esta que é composta por “milhões de
jovens malnascidos cujo único dote é um ego dominante e predador, que o impele
para a frente e para cima, impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu lhe
sirva de freio”.
Vale ressaltar
que o crescimento da quantidade de propriedades de ensino particular influenciam
na “inflação acadêmica”, ou seja, a alta demanda de graduados formados exige
mais títulos para ocupar áreas que antes não se exigia. Dessa forma, podemos
concluir que os problemas da educação brasileira depende de diversos fatores e
não só aos meros fatapresentados e enfatizados pelas corporações midiáticas.
Analíticamente,
induzimos que a realidade brasileira está longe dos belos sonhos utópicos de
igualdade para todos e , ainda mais longe, dos sonhos de uma sociedade focada
no bem-estar social. Se ainda existem sonhos de mudar o país, digo-lhes: ou investisse massivamente na educação ou conformemo-nos
com a triste progressão da realidade brasileira.
Autor:
Marcos Paulo Telles
Sec. de Assuntos Estudantis




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