(Matéria do Retirada do Site ffw.com.br )
O futuro é agora, ao menos para o
Brasil. A cada década, uma nova geração de jovens ávidos por mudanças
tem a sua oportunidade de imprimir uma marca nos rumos de seu país. Com o
massivo crescimento econômico dos últimos anos – em proporções nunca
antes vistas na história nacional – sociedade e cultura brasileiras têm
conquistado respeito e admiração internacional. Tal fato pode ser
comprovado facilmente se contabilizarmos o número de eventos que
desembarcaram em solo pátrio ou de matérias em publicações estrangeiras
sobre os mais distintos assuntos ligados a nossa identidade multiétnica.
O reflexo dessa transformação, de acordo com a pesquisa “O Sonho
Brasileiro”, da agência Box 1824, pode ser percebido na mentalidade da
juventude, que através de pequenas ações coletivas está empreendendo
“microrrevoluções” cotidianas.
O portal de tendências WGSN publicou no
início de abril parte dos resultados apresentados por Carla Albertuni,
diretora de inovação da Box 1824, no festival SXSW. Esses resultados
podem ser vistos no vídeo “Sonho Brasileiro – Manifesto” e trazem
inúmeras constatações sobre os cerca de 25 milhões de pessoas entre 18 e
24 anos que constituem a “juventude-ponte”, como denomina a agência.
Segundo o estudo, 76% dos jovens que estão na faixa etária já mencionada
acreditam que o Brasil está mudando para melhor, assim como 89% desses
tem orgulho de sua nacionalidade. O argumento que baseia a
transformação, além da irrefutável estabilização econômica, é a
“hiperconexão”.
A geração que nasceu entre o final da
década de 1980 e o começo dos anos 1990 é a primeira 100% globalizada – a
vida real dificilmente se desvincula hoje da virtual. Apesar de não
apresentar os pontos negativos dessa relação quase simbiótica entre
homem e máquina, o estudo atesta que um número incontável de iniciativas
surgem por meio do compartilhamento de ideias possibilitado pela rede:
“[...] a hiperconexão leva o jovem a acreditar no poder realizador de um
novo tipo de pensamento coletivo, onde pensar no outro não exclui
pensar em si mesmo”. 50% dos entrevistados pela Box 1824 afirmam
sentir-se mais ligados a raciocínios coletivos, essa noção de
coletividade origina toda uma nova interação social, onde um cidadão
comum sente-se capaz de empreender mudanças em sua comunidade (desponta
aí o conceito de “herói real”).
A força motriz desta mudança na
mentalidade da “geração-ponte” é, além da “hiperconexão”, a
possibilidade de sonhar grande, mas em conexão com a realidade. 8% dos
jovens brasileiros entre 18 e 24, que constituem cerca de dois milhões
de pessoas, são as cabeças que lideram a transformação, mesmo que de
forma “silenciosa”, e por isso são nomeados pelo estudo de
“jovem-ponte”. Ao agir como um “catalizador de ideias”, esse
“jovem-ponte” influencia mais pessoas e até instituições, possibilitando
um diálogo entre mundos aparentemente paralelos.
Os números lançados pelo projeto da Box
1824 são extensos e apresentam opiniões de esferas distintas da
sociedade: de acordo com “O Sonho Brasileiro”, 70% dos entrevistados
afirmam desejar tomar parte em iniciativas artísticas, ambientais e/ou
educacionais, enquanto 79% acreditam ser possível empreender
transformações políticas a partir de ações diárias e, até 92% dizem que
podem modificar a sociedade. Independentemente de porcentagens, é bom
saber que nossa juventude não se perdeu em suas personas virtuais e está
atuando à parte os bytes e pageviews.
créditos : http://ffw.com.br/noticias/cultura-pop/wgsn-o-comportamento-da-nova-geracao-de-jovens-brasileiros/



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